Sabe aquela história de que devemos fazer o bem e o que é certo sem esperar nada em troca?
Super concordo. Afinal, a gente tem que fazer o bem porque nosso coração pede isso, e não como uma forma de “comprar” benefícios.
A benevolência não pode ser uma moeda de troca.
Só que às vezes o mundo pode ser um tanto quanto cruel conosco. Podemos sim apenas distribuir amor e coisas boas e receber em retorno não só desprezo, mas até maldade.
Isso pode te deixar realmente muito chateada e você tem todo o direito de ficar assim.
“Como assim, depois de tudo que eu fiz, a pessoa simplesmente me ignora ou me trata mal”?
Esse sentimento de frustração traz uma grande tristeza. Parece que o mundo não está sendo justo com a gente, não é mesmo?
Se essa pessoa que fez isso com você realmente te deixou triste, é porque você tem um forte apreço por ela e deve saber um bocado da sua vida. E agora te pergunto:
Como foi a vida dessa pessoa? Se ela te negou amor, será que ela recebeu amor? Se ela te negou atenção, será que ela recebeu atenção?
A frustração diante da atitude dos outros nada mais é do que um reflexo das expectativas que nós mesmos criamos.
Você esperava algo do mundo, e por algum motivo, ele às vezes não pode corresponder as suas expectativas.
Não é que o mundo seja complicado demais ou que a errada da história seja você que criou expectativas sem fundamentos, nada disso. Essa é só uma forma de enxergar as coisas de um jeito mais compreensivo e lembrar sempre que somos seres humanos.
Como sempre digo que tudo na vida é uma questão de ponto de vista, acho legal trazer um exemplo da medicina que faz uma metáfora interessante com o que quero dizer. Vamos lá:
A osteoporose, doença que gera diminuição da massa óssea, acontece, entre outros fatores, pela baixa ingestão de cálcio. O problema é que de pouco adianta você chegar aos 40 anos e começar a tomar leite para prevenir a doença, porque 90% do armazenamento de cálcio acontece até os 20 anos. Você não tem como aumentar a quantidade de cálcio a ponto de tornar-se forte como uma pessoa que ingeriu bastante cálcio até os 20 anos, mas pode minimizar a situação.
E o que a osteoporose tem a ver com frustração? Assim como o cálcio, se uma pessoa não recebeu amor o bastante durante a infância e adolescência, dificilmente ela poderá distribuir amor quando for adulta com a mesma facilidade que uma pessoa que ganhou um bom “reservatório” de amor.
É só uma metáfora, mas se começarmos a enxergar as pessoas com os olhos que elas enxergam o mundo, viveremos mais em paz.
Moral da história:
Para refletir. Beijinhos